O deputado estadual Pedro Gomes de Matos fez um artigo na revista O Otimista criticando o atraso de mais de 5 anos do VLT Aeroporto em Fortaleza, lembrando “Tornou-se um exemplo emblemático do descompasso entre anúncios oficiais e a efetiva entrega de obras públicas no Ceará. Desde a assinatura da ordem de serviço, em novembro de 2021, o projeto acumula sucessivos adiamentos, frustra expectativas da população e levanta questionamentos sobre a condução de intervenções consideradas estratégicas pelo Governo do Estado” afirma o parlamentar.

Ele lembra que na época do lançamento, a proposta previa a conexão do Aeroporto Internacional de Fortaleza ao sistema metroviário ainda em 2022, com o objetivo de ampliar a mobilidade urbana, reduzir custos de deslocamento para trabalhadores e oferecer uma alternativa de transporte integrada e sustentável. O prazo, no entanto, não foi cumprido. Desde então, novas datas foram anunciadas sem que a obra fosse efetivamente concluída.

Em 2023, houve a entrega de estruturas complementares, como passarelas e intervenções viárias, enquanto o ramal ferroviário permaneceu inoperante. Em 2025, o governo voltou a anunciar a conclusão da obra para dezembro, prazo posteriormente revisto para janeiro de 2026. Passados quase cinco anos desde a ordem de serviço, o VLT Ramal Aeroporto segue sem entrar em operação.

Chama atenção o fato de que, mesmo sem finalizar o trecho originalmente previsto, o governo passou a divulgar projetos de expansão e novos ramais. A iniciativa, embora legítima do ponto de vista do planejamento de longo prazo, carece de coerência quando obras em andamento permanecem inconclusas. Investir em infraestrutura é fundamental, mas exige planejamento, gestão eficiente e respeito aos prazos assumidos com a sociedade.

Obras públicas não podem ser tratadas como instrumentos de comunicação institucional. Cada atraso impacta diretamente a vida de quem depende do transporte coletivo, além de gerar reflexos no turismo, na economia local e na credibilidade do poder público. A realização pontual de testes operacionais, após anos de postergações, não é suficiente para mitigar o histórico de atrasos acumulados.

COMENTAR