Olha o caso que aconteceu em uma escola pública de Fortaleza na regional V com uma menina de apenas 7 anos, em Fortaleza. Ela teve um mal estar em sala de aula, vomitou e foi ordenada pela professora a limpar o próprio vômito. Após vomitar, a garota precisou buscar um pano no banheiro. Depois, a pegar um rodo. Em seguida, a esfregar o chão na frente dos colegas. Por último, foi encaminhada, sozinha, à coordenação.
O Diário do Nordeste conversou com a mãe da criança, mas não identificará o nome de nenhuma das duas para evitar constrangimentos. Também opta por não divulgar o nome da escola porque o processo está sendo resolvido extrajudicialmente.
Ana (nome fictício), a mãe, considera tudo “uma série de escolhas erradas” da professora, que teria admitido à coordenação que “agiu por impulso”. A escola confirmou que, em deliberação após o caso, a profissional está em processo de desligamento.
Segundo a mãe, a unidade escolar já costuma aplicar uma metodologia de “sujou, limpou”, a fim de ensinar aos alunos sobre a necessidade de limpeza e organização. Contudo, percebe que não houve “a mesma dimensão” na aplicação do fundamento para a filha.
“É incabível. Ela não se arrependeu, não prestou assistência, não ofertou uma água”, indigna-se.
Como o caso aconteceu?
Na terça-feira, 17 de junho, Bia (nome fictício) foi normalmente para a escola, bem de saúde, mas apresentou uma tosse alérgica após o intervalo e vomitou o lanche.
Ao repassar as atividades do dia para a avó, contou que teve a intercorrência e comentou sobre a atitude da professora. A avó acionou Ana, que, ao chegar do trabalho, foi conversar com a menina.
Bia relatou que a educadora mandou que ela fosse buscar um pano de chão no banheiro. Ao voltar para a sala de aula, recebeu nova orientação para pegar um rodo, e “automaticamente foi limpar”.
Ana afirma que a regra “sujou, limpou” não é informada aos pais, mas é uma “crença forte entre os alunos”. “É uma pedagogia boa, legal, mas com grosseria e autoritarismo as crianças não enxergam como algo educativo”, interpreta.
Após limpar o chão, Bia foi orientada a ir para a coordenação relatar o mal estar, mas sozinha, “sem assistência nenhuma”, segundo a mãe, já que a menina estuda num bloco superior e precisou descer escadas.
Ana buscou a direção da escola, que informou não ter tido detalhes do caso. No dia seguinte, a professora seria indagada sobre a atitude.
Fonte: DN






