O governador paulista Tarcísio de Freitas esteve em Brasília entre terça (2) e quarta-feira (3) para se reunir com diversas lideranças políticas e destravar a aprovação do projeto de anistia que pode beneficiar todos os envolvidos no processo de 8 de janeiro. A movimentação de Tarcísio contou com o aval do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, que também se reuniu com Arthur Lira (PP-AL) nesta semana e pediu que o ex-presidente da Câmara trabalhasse para que a anistia fosse votada na Casa e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), “Não tem problema. Se ele está trabalhando pela anistia, tudo bem. Esse é o nosso objetivo mesmo. Manda bala”, afirmou o filho 02 de Bolsonaro.
Dentro do PL, partido de Jair Bolsonaro, a expectativa é de que a proposta seja colocada em votação em até duas semanas, após a conclusão do julgamento sobre a suposta tentativa de golpe de Estado pelo STF. O último compromisso de Tarcísio na capital federal foi justamente um jantar com Hugo Motta e os presidentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), para debater o texto.
“Neste momento, o Tarcísio tem sido muito importante, não só pelo peso da figura política do governador, mas também pela presença do Republicanos, que é o partido do presidente [da Câmara], Hugo Motta. A participação do governador Tarcísio é de suma importância para que a gente consiga pautar o projeto da anistia”, disse Altineu Côrtes (PL-RJ), vice-presidente da Câmara, à Gazeta do Povo.
A pressão sobre Hugo Motta ocorre após partidos do Centrão, como o União Brasil e o PP, declarem apoio formal ao texto da anistia. Na mesma semana, a federação formada pelos dois partidos – a União Progressista – anunciou a saída da base do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além desses partidos, do PL, do Novo e do Republicanos, o projeto da anistia tem ainda o apoio de parte das bancadas do PSD e do MDB.
A tendência é de que o assunto ganhe força na próxima reunião de líderes da Câmara, prevista para terça-feira (9). Após a articulação de Tarcísio, líderes da oposição indicaram que o apoio cresceu entre os deputados e, com isso, já teriam maioria ampla, fator reconhecido como fundamental para a aprovação da matéria.
“A anistia precisa ser pautada. Entendemos que já está construída com os demais partidos, temos votos de plenário e não há motivo para não pautar, até para mostrar que a sociedade brasileira está querendo virar a página”, disse Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara.








