Um colunista da Folha de S.Paulo criticou o avanço do que chamou de “jornalistas-censores”, que, segundo ele, estariam utilizando sua posição para impor suas próprias visões e restringir a liberdade de expressão. Essa crítica surge em um contexto de crescentes ataques e ameaças a jornalistas, especialmente aqueles que cobrem temas polêmicos ou investigam casos de corrupção. O colunista argumenta que essa postura por parte de alguns profissionais da imprensa contribui para um ambiente de autocensura e prejudica a qualidade da informação disponível para o público.
O editorial em questão, publicado em 5 de Agosto, sustentou que “democratas não se transformam em tiranos para combater a tirania” e que o ministro Alexandre de Moraes “erra ao mandar prender o ex-presidente” por manifestações públicas.
A crítica do colunista se refere a um fenômeno observado por alguns analistas, onde jornalistas, em vez de se aterem à função de informar, buscam impor suas próprias opiniões e restringir o debate público, agindo como censores. Isso pode acontecer de diversas formas, desde a escolha de pautas e temas a serem cobertos, até a forma como a informação é apresentada, com a omissão de informações relevantes ou a utilização de linguagem carregada de viés.
O colunista também observou que o raciocínio adotado pelo onbudsman repete justificativas usadas pelo STF em decisões de censura, como a proibição de entrevistas de Lula na prisão, a ordem de censura à revista Crusoé, restrições a perfis ligados à direita e o embargo ao uso de redes sociais de Bolsonaro.
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