O preço dos alimentos em Fortaleza registrou alta no mês de outubro, na comparação com a cesta básica de setembro deste ano, puxado principalmente pelos aumentos do feijão e do tomate, conforme divulgou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Com isso, o valor total da cesta passou de R$ 686,78 para R$ 677,42.
O tomate registrou a maior alta, na proporção de 11,02% em relação ao mês anterior, enquanto o feijão subiu 3,52%. Outros alimentos, por outro lado, registraram queda no período, como o arroz (3,80%), a farinha (1,65%), o café (2,71%) e a carne (0,41%).
Na variação semestral, no acumulado dos últimos seis meses, Fortaleza registra uma queda de 8% no preço da cesta básica, com diminuições principalmente nos preços do tomate (35,56%) e do arroz (22,22%).
Entre as 27 capitais pesquisadas, Fortaleza registrou a sétima maior alta mensal da cesta básica, ao lado de cidades como Porto Alegre (1,49%) e Florianópolis (1,66%). São Luís teve o maior aumento no mês (3,11%).
O valor médio da cesta fortalezense manteve-se abaixo da média nacional – capitais como São Paulo (R$ 847,14) e Florianópolis (R$ 824,57) apresentaram os maiores custos. Já entre as cidades nordestinas, Fortaleza ficou com uma das cestas mais caras, atrás apenas de Recife (R$ 608,03) e Salvador (R$ 606,39).
Apesar da leve recuperação dos preços de alguns itens, o custo da alimentação continua elevado em relação à renda do trabalhador. O levantamento indica que o peso dos alimentos essenciais no orçamento permanece acima de 40% em todas as capitais pesquisadas.







