A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) veem com preocupação a notificação, em 10 de dezembro, a pedido da Justiça do Ceará, de interpelação judicial para fins penais movida por um integrante do Governo do Ceará ao presidente do Grupo O Otimista, Adriano Nogueira, questionando e desqualificando a linha

O episódio mais recente da estratégia de cerceamento ao trabalho jornalístico do Grupo ocorreu através de interpelação judicial questionando o conteúdo de reportagens investigativas e solicitando “retratação imediata” e explicações sobre seus conteúdos. O autor de tal ação é um integrante do Governo do Ceará e o alvo, o presidente do Grupo Otimista, Adriano Nogueira.

Em nota oficial lançada, ambas instituições se manifestaram a respeito. “A Associação Nacional de Jornais e a Associação Nacional de Editores de Revistas veem com preocupação a notificação a pedido da Justiça do Ceará, de interpelação judicial para fins penais movida por um integrante do Governo do Ceará ao presidente do Grupo O Otimista, Adriano Nogueira, questionando e desqualificando a linha editorial do jornal e do site O Otimista. A ANJ e a Aner destacam que, por ser um dos fundamentos do Estado de Direito, a liberdade de imprensa é expressamente garantida pela Constituição”.

Ainda na mesma nota, as instituições ressaltam que o Grupo já sofreu outras tentativas de censura. “A ANJ e a Aner destacam que, por ser um dos fundamentos do Estado de Direito, a liberdade de imprensa é expressamente garantida pela Constituição. A ANJ e a Aner reforçam que é papel da imprensa fiscalizar e divulgar questões de interesse público, como as que vem noticiando o jornal.

Por isso, acompanha com inquietação uma série de tentativas de intimidações e cerceamento ao O Otimista, entre elas a suspensão de seu perfil no Instagram por 30 dias, restabelecido apenas por decisão liminar da Justiça, ataques nas redes sociais com desinformação e discurso de ódio e corte de anúncios de origem pública”.

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