Nesta segunda-feira (2), uma funcionária de 48 anos foi presa em Indaial, no Vale do Itajaí, suspeita de transfobia contra uma colega de trabalho trans, de 28 anos. Ela foi levada à Central de Plantão Policial (CPP) de Blumenau, mas não há informações sobre sua situação após a apresentação à polícia.

O caso aconteceu em uma confecção no bairro Benedito, onde as duas trabalham. A discussão começou depois de uma reunião na empresa, na qual a mãe da suspeita, que também é funcionária do local, foi questionada sobre comentários que circulavam entre os colegas.

Ao procurar a mãe, que havia deixado o encontro chorando e passando mal, a mulher de 48 anos se desentendeu com a líder de equipe. Segundo o relato da colega à Polícia Militar, ela foi chamada de travesti e ouviu que era um homem vestido de mulher.

Ainda conforme a denúncia, a funcionária questionou o direito da líder de permanecer na empresa e utilizar o banheiro feminino. Também teria dito que ela não deveria existir caso tivesse vergonha de sua identidade.

A suspeita, por sua vez, afirmou aos policiais que vinha sendo perseguida pela líder no ambiente de trabalho. Ela disse que se exaltou por considerar a colega responsável pela situação enfrentada por sua mãe.

Em sua versão, a mulher negou ter pretendido ofender a colega e afirmou que apenas mencionou que ela era uma pessoa transgênero e não deveria sentir vergonha disso.

Nenhum dos funcionários presentes aceitou testemunhar sobre a discussão. Além disso, as câmeras de segurança da confecção estavam sem cartão de memória, o que impediu a recuperação de imagens do episódio.

A líder de equipe se identifica como mulher, mas ainda não alterou o nome nos documentos. Por esse motivo, o registro policial foi feito com o nome masculino que consta em sua documentação.

 

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