Uma técnica de enfermagem, presa com o companheiro e um guarda municipal de Fortaleza, em uma abordagem policial em Caridade, no Interior do Ceará, na última segunda-feira (24), é suspeita de utilizar o seu conhecimento técnico para atender integrantes da facção carioca Comando Vermelho (CV) feridos em confrontos criminosos. A mulher e o guarda foram soltos pela Justiça Estadual, em audiência de custódia.
O Plantão do 4º Núcleo Regional, da Justiça Estadual, decidiu relaxar a prisão em flagrante de Francisco Joanes Silva Costa, Maria Izadora Alexandre Cavalcante e Ythalo Barbosa de Oliveira Irineu, em audiência de custódia realizada na última terça-feira (25).
O juiz plantonista entendeu que a prisão em flagrante do trio estava “maculada por vícios (sem comprovação de materialidade e autoria)” e acatou os pedidos da defesa dos presos e do Ministério Público do Ceará (MPCE) para soltar os suspeitos. Porém, Ythalo Barbosa seguiu preso, em razão dos dois mandados de prisão preventiva por roubos.
Conforme documentos obtidos pelo Diário do Nordeste, o alvo da ação da Polícia Militar do Ceará (PMCE) era o companheiro de Maria Izadora Alexandre Cavalcante, Ythalo Barbosa de Oliveira Irineu, que tinha dois mandados de prisão em aberto por roubos.
Entretanto, ao abordarem um veículo Chevrolet Cruze na BR-020, os policiais militares encontraram o casal e o guarda municipal de Fortaleza Francisco Joanes Silva Costa – que estava armado com uma pistola calibre 380, sem o porte de arma de fogo.
Os três suspeitos foram presos em flagrante e levados para a delegacia da Polícia Civil do Ceará (PCCE), onde foram autuados por integrar organização criminosa. A defesa dos suspeitos não foi localizada para comentar o caso, mas o espaço segue aberto para futuras manifestações.
As primeiras investigações policiais apontam que Ythalo Barbosa é integrante do Comando Vermelho e teria participado de ataques a provedores de internet em Caridade, que deixaram parte da população sem o serviço durante alguns dias.
A técnica de enfermagem confessou que já atendeu pessoas baleadas na cidade de Caridade. “Que não tem porque mentir se tem foto e tudo; que atendeu um indivíduo baleado; que retirou o projétil e deu o ponto; que depois disso não teve mais contato e nem procurou saber de mais nada; que não sabe dizer se ele é CV; que só as pessoas que levaram ele até a interrogada podem responder”, descreve o Termo de Interrogatório de Izadora que a reportagem teve acesso.
Fonte: DN