O POVO identificou que, em 12 e 13 de fevereiro passados, o MPCE denunciou, pelo menos, cinco homens que estariam, já há algumas semanas, obrigando comerciantes de Sobral a adquirir apenas garrafões de águas fornecidos por duas empresas.
As investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Região Norte mostraram que também essas empresas foram alvo das extorsões do CV.
Um funcionário de uma dessas distribuidoras chegou a relatar à Polícia Civil que, em uma determinada ocasião, os trabalhadores estavam sendo mantidos “reféns” dentro do estabelecimento, uma forma dos criminosos garantirem o controle sobre a venda e saída de garrafões.
Keyller Christian Rocha Ripardo e Paulo Victor de Sousa Paixão, ambos de 20 anos, seriam os responsáveis por “se infiltrar” na empresa “para contabilizar as vendas e garantir o repasse dos valores extorquidos”, conforme o MPCE.
A Draco chegou a receber denúncia de um cliente da empresa que percebeu “excessivo nervosismo” por parte dos funcionários diante de dois homens que “jamais haviam sido vistos anteriormente no local”.
Em outro depoimento, foi dito que um integrante do CV já havia recebido R$ 3 mil pela extorsão e que já estava previsto a ele o pagamento de mais R$ 4 mil. Esse homem foi identificado como Sérgio de Sousa Frota, de 29 anos, também denunciado pelo MPCE. Sérgio foi apontado como dono de um depósito clandestino de garrafões de água.