O policial militar Wagner Sandes Pinheiro estaria dormindo quando foi atingido por disparos de arma de fogo efetuados por sua esposa, Renata Íris de Souza Araújo. A vítima teria sido baleada pelas costas e morreu asfixiada pelo próprio sangue. As informações foram divulgadas pelo advogado da família da vítima, Samir David, com base da própria interpretação do laudo pericial.
“O laudo diz que ele foi morto por um tiro de cima para baixo. Como se ele estivesse sentado e ela veio em pé e atirou no ombro. O tiro transfixou do lado esquerdo para o direito em diagonal”, descreve o advogado.
A família havia sido avisada, dias antes do crime, sobre a decisão de se separar e tentava acalmar o casal. “Ele falou para amigos que estava triste com a separação e que Renata queria ir embora com a filha. Ele estava preocupado com a situação”, ressalta. O advogado relata que Sandys possuía seguros de vida no nome de Renata e que a assistência de acusação agora trabalha para que esses valores sejam repassados para a filha do casal.
A assistência de acusação ainda descreve que houve alteração do local do crime. Foram identificados sinais de que houve limpeza com papel higiênico, o sofá teria sido empurrado para o lado da parede e as redes sociais do policial militar foram manipuladas por Renata. A mulher também teria excluído as próprias redes sociais, para o advogado, uma forma de apagar indícios.
O agente de segurança era conhecido pelos colegas por ser um policial que trabalhava acima do normal, com muitas horas extras. Ele trabalhava no 17º Batalhão da Polícia Militar, onde era respeitado e considerado um militar de ótimo comportamento.
O crime segue sob investigação da Polícia Civil do Ceará, por meio do 32º Distrito Policial, e o inquérito está em período de conclusão. Renata foi presa em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça durante audiência de custódia. Aparelhos celulares foram apreendidos, além da arma usada na ação.
O crime aconteceu no dia 23 de dezembro de 2024, na residência do casal, localizada no bairro Granja Lisboa, em Fortaleza. A filha do casal, uma criança de 8 anos, estava na casa e teria presenciado parte da ocorrência.