O jornal POVO obteve relatos que indicam que as ameaças ocorrem desde, pelo menos, agosto. A reportagem apurou que diversas lideranças comunitárias foram procuradas por faccionados e “avisadas” de que não poderiam fazer campanha sem a “autorização” dos criminosos que agem nas regiões.

Carreatas e bandeiraços estariam entre as proibições impostas. A menção aos candidatos estaria vetada até mesmo no uso de adesivos em imóveis e veículos. O POVO também apurou que membros de facções chegaram a abordar moradores determinando a retirada da propaganda, além de promover rasuras nas imagens.

Outro procedimento coercitivo registrado diz respeito ao envio de mensagens por aplicativos e redes sociais. Números — quase sempre com o DDD 21, do Rio de Janeiro — entraram em contato com conhecidos cabos eleitorais advertindo-os para não realizar atos políticos nos territórios.

Outro relato obtido pela reportagem aponta que poucos eventos de campanha vêm sendo registrados neste ano em Sobral. Uma fonte, de identidade preservada, afirma que os atos estão concentradas nas áreas centrais da cidade.

O intuito dos criminosos é extorquir os candidatos, que teriam de pagar “pedágios eleitorais” para fazer campanha em territórios dominados pelo crime. Em Sobral, agem as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

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