O irmão e, pelo menos, mais três aliados de Carlos Mateus da Silva Alencar, o “Skidum” — líder da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no bairro Pirambu, em Fortaleza, e, atualmente, foragido no Rio de Janeiro — movimentaram R$ 160 milhões entre 2022 e 2024.

As informações constam nas investigações da Operação Cashback 2, de 2024, e resultaram na deflagração da oitava fase da Operação Impacto nesta quinta-feira, 30.

Ao todo, 18 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão foram cumpridos pela Delegacia de Combate às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Dos alvos, 15 estavam em liberdade e outros três já estavam recolhidos no sistema prisional. As ações ocorreram em Fortaleza e nos municípios de Caucaia, Maracanaú, Aquiraz, São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), e em Baturité, no Maciço de Baturité.

De acordo com o delegado Rudson Rocha, coordenador do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da Polícia Civil do Ceará (PC-CE), o fluxo principal consistia no envio de recursos do Ceará para o Rio de Janeiro.

“A gente fez o mapeamento do fluxo e dos personagens envolvidos nesse esquema. Foram identificados os principais autores. A gente mapeou o fluxo e sabe de onde o montante veio e para onde ele foi e quem manuseou esses montantes, quais contas e por onde esse montante passou”, disse o delegado.

A rede operava em camadas para ocultar a origem e o destino dos valores. Segundo o coordenador do LAB-LD, os articuladores do topo eram o irmão de Skidum (cujo nome não foi divulgado), duas companheiras e um homem de confiança do chefe do CV.

Fonte: O Povo

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