Quase 50 mil pessoas continuam desaparecidas nas cidades de La Guaira e Caracas, na Venezuela, sob os escombros de estruturas que desabaram após os terremotos da semana passada, afirmou o ICR (Comitê Internacional de Resgate).
Além disso, o IRC afirmou que as equipes afirmaram que há falta de itens básicos para os sobreviventes, como água potável.
“A resposta não é proporcional à dimensão das necessidades humanitárias. Os serviços médicos nos centros de saúde e unidades móveis estão sobrecarregados, os abrigos estão lotados e os serviços de água e eletricidade continuam interrompidos em todas as áreas afetadas”, afirmou o IRC em comunicado.
A organização acrescentou que um fluxo “massivo” de ajuda chegou ao país, mas não houve coordenação no seu recebimento, o que causou uma “deterioração significativa dos alimentos”.
“Com as equipes de busca e resgate começando a se retirar nos próximos dias, organizações humanitárias alertam que as necessidades alimentares ressurgirão e se intensificarão, mesmo com o fim da fase de resgate se aproximando. O IRC está ampliando sua resposta, pois as equipes em campo relatam que a extensão total da destruição se torna mais clara a cada hora que passa”, afirmou a ONG.
Nicole Kast, diretora do IRC na Venezuela, disse que o que se vê nos abrigos é “de partir o coração”.
“Mulheres sozinhas com crianças pequenas, sem documentos, sem remédios e sem saber onde estão seus parceiros ou parentes”, afirmou Kast no comunicado à imprensa. “As crianças não estão dormindo.
Cada tremor secundário desencadeia pânico coletivo nos abrigos, e o impacto psicológico disso persistirá muito depois de os escombros terem sido removidos.”








