Em resposta ao aumento de casos de mortes súbitas registrados em academias de Fortaleza nos últimos meses, entidades assinaram, nesta terça-feira, 12, uma Nota Técnica Conjunta que recomenda a adoção de Desfibriladores Externos Automáticos (DEA) e a capacitação de profissionais desses estabelecimentos para atendimento de emergências.

A proposta é que todas as academias, boxes de crossfit, estúdios de pilates e estabelecimentos similares mantenham ao menos um DEA por pavimento, em local visível e de fácil acesso.

A recomendação também prevê treinamento obrigatório em Suporte Básico de Vida (BLS, na sigla em inglês) para os funcionários, em instituições certificadas, além da renovação do certificado a cada seis meses e da realização de manutenção periódica dos equipamentos.

A assinatura do documento ocorreu no auditório da Associação Médica Cearense, no bairro Aldeota, em Fortaleza. Estiveram presentes representantes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC/CE), do Conselho Regional de Educação Física da 5ª Região (Cref5-CE), da Associação Médica Cearense (AMC) e da Comissão de Saúde e Direito Médico da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE).

Ceará tem quase 2 mil academias registradas

O presidente do Conselho Regional de Educação Física da 5ª Região (Cref5-CE), Rennê Mazza, destacou o crescimento expressivo do setor no Estado e afirmou que, nos últimos cinco anos, o número de academias quase dobrou.

“Antes, tínhamos cerca de mil academias registradas no conselho. Hoje, esse número chega a 1,9 mil. Além disso, contamos com aproximadamente 23 mil profissionais de educação física atuando em todo o Ceará”, afirmou.

“Estamos falando de vidas. As academias são locais seguros e controlados, e a presença do DEA, assim como a preparação dos profissionais para o atendimento de emergências, é fundamental”, ressaltou o presidente.

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