Um paciente com fraturas no pé teve a perna imobilizada com pedaços de papelão durante atendimento na rede pública de saúde de Currais Novos, no Rio Grande do Norte.
O caso foi denunciado pela imprensa local e divulgado no último dia 30 pela Associação Brasileira dos Técnicos em Imobilizações Ortopédicas (Astego).
Segundo a denúncia, a improvisação teria ocorrido devido à falta de gesso e de materiais básicos na rede municipal de saúde. Imagens divulgadas mostram o membro inferior do paciente envolvido em pedaços de papelão, utilizados como substitutos dos materiais próprios para imobilização ortopédica.
A Astego manifestou indignação com o episódio e alertou para os riscos de procedimentos inadequados em pacientes com fraturas. Segundo a entidade, a substituição de materiais específicos por papel e papelão pode comprometer a recuperação e provocar complicações na consolidação óssea.
Um caso de precariedade na saúde pública gerou indignação em Currais Novos, no Rio Grande do Norte. Um paciente com fraturas teria tido a perna imobilizada com pedaços de papelão devido à falta de gesso e de materiais adequados na rede municipal de saúde.
A associação informou que vai encaminhar ofícios à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde para cobrar explicações sobre a falta de insumos. Também anunciou que levará o caso ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a órgãos de fiscalização da saúde.
Currais Novos deu ampla vantagem a Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em 25 de outubro, o presidente recebeu 64,83% dos votos válidos no município, o equivalente a 16.991 votos. Flávio Bolsonaro (PL) obteve 35,17%, com 9.219 votos.





