O senador eleito Sanderson (PL-RS) afirmou, nesta quinta-feira, 29, que a direita tem votos suficientes para eleger o próximo presidente do Senado e impedir que Davi Alcolumbre (União-AP) continue no comando da Casa.

Em entrevistas ao Jornal da Oeste Primeira Edição e ao Oeste com Elas, o parlamentar disse que o grupo tem entre 48 e 50 votos, acima dos 41 necessários para formar maioria no Senado. A conta inclui os eleitos em outubro e os senadores que continuarão no cargo em 2027.

“A direita vai eleger o presidente do Senado”, declarou Sanderson, que contestou a afirmação de Alcolumbre de que teria 48 votos para continuar na presidência: “Isso é blefe”.

Sanderson defendeu a eleição de Rogério Marinho (PL-RN) para o comando da Casa. Os dois se reuniram na quarta-feira, 28, para discutir a disputa pela presidência do Senado. “É o candidato do Flávio [Bolsonaro] e o meu também”, disse.

Segundo o parlamentar, a direita mantém uma planilha com a contagem dos votos, Estado por Estado. Ele afirmou que vários senadores eleitos já declararam apoio ao grupo e que, mesmo com possíveis mudanças de lado entre integrantes do Centrão, a direita manteria a maioria.

O senador eleito afirmou que a direita pretende abrir processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes. Segundo Sanderson, cerca de 50 senadores apoiariam a medida.

Ele também defendeu uma mudança nas regras do Senado para impedir que o presidente da Casa decida sozinho sobre os pedidos de impeachment. A alteração, segundo o parlamentar, seria necessária mesmo que Marinho fosse eleito. “Precisamos reformar o regimento do Senado Federal”, afirmou.

Sanderson também criticou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e cobrou uma investigação sobre o contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher de Moraes. “Cadê o PGR que não denunciou ainda esse ministro do STF?”, perguntou.

O parlamentar defendeu ainda mais rigor nas indicações ao Supremo. Segundo ele, o Senado deve rejeitar candidatos que não tenham notável saber jurídico ou reputação ilibada, requisitos previstos na Constituição. A eleição para a presidência do Senado está prevista para fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura.

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