O governo de Luiz Inácio Lula da Silva envia mensagens em massa pelo WhatsApp a idosos beneficiários da Previdência Social. Os textos informam que votar nas eleições vale como prova de vida para o INSS.

A conta GovBR enviou um dos comunicados na noite de quarta-feira 21. “Informamos que votar nas eleições também vale como prova de vida para o INSS”, diz a mensagem. “O procedimento de prova de vida tem validade de 12 meses.” O segundo turno ocorre no domingo 25.

O Brasil tem 24,9 milhões de aposentados por idade, tempo de contribuição ou invalidez. O governo, porém, não informa quantos receberam os comunicados automatizados.

O Planalto também enviou alertas pelo aplicativo Meu INSS para incentivar o comparecimento às urnas. O órgão divulgou a estratégia dias antes do primeiro turno. A ausência da prova de vida suspende o pagamento do benefício.

A campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira 20. A ação pede a cassação da chapa de Lula pelo envio das mensagens em massa.

A campanha alega que os comunicados descumprem a legislação eleitoral, que proíbe publicidade institucional nos três meses anteriores à eleição.

O governo também usa o WhatsApp para divulgar programas a inscritos do Bolsa Família, do Gás do Povo e do Luz do Povo, além de usuários do Celular Seguro. A administração não informa o volume de envios nem o total de destinatários.

Uma simulação feita pelo site Poder360, que leva em conta duas mensagens enviadas para 30% dos 43,4 milhões de inscritos no Cadastro Único, estima 26 milhões de envios mensais. Esse volume representa um custo estimado de R$ 2 milhões para mensagens de utilidade ou R$ 15,7 milhões para marketing.

Os cálculos usam a tabela do Serpro de 2025 e não representam os gastos efetivos do governo. A empresa cobra entre R$ 0,0477 e R$ 0,0636 por mensagem de utilidade. Para marketing, o valor é de R$ 0,5849, com taxa adicional de R$ 0,02 por envio padronizado.

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