Deputados estaduais Antônio Henrique e Claudio Pinho falaram nesta quinta-feira (8), relatos de ameaças e cobrança de ‘pedágio’ por facções criminosas durante a campanha eleitoral. Os parlamentares falaram sobre o impedimento de circular por regiões de Fortaleza, as ameaças sofridas por eleitores e a preocupação com as eleições de 2028.

Durante o discurso, Antônio Henrique chegou a se emocionar ao descrever ameaças sofridas durante o período eleitoral. “Aqui não é um choro de quem perdeu não, não estou chorando porque perdi, não. Eu estou emocionado porque está muito difícil”, disse.

“Em uma carreata que íamos começar a fazer, nós fomos ameaçados dizendo que, se não saíssemos, se aquela carreata não terminasse ali ou, pelo menos, nem começasse, ia ter algo pior. (…) Um amigo seu ligar para você e dizer ‘deputado, eu retirei o adesivo do meu carro, porque se eu não tirasse, eu estava correndo risco’. Isso é grave. A população não poder se expressar. Eu caminhei tanto pelas ruas, trabalhando, servindo e agora ser impedido de caminhar porque não estava do lado que eles queriam”.Antônio Henrique

Deputado estadual

Em discurso na tribuna da Alece, Cláudio Pinho (PSDB) também citou casos semelhantes. “Eu passei, em alguns locais, parecido com o que você (Antônio Henrique) passou, especialmente já em São Gonçalo, disseram (que aconteceu) no Ipu. Mas eu nunca procurei conversa com esse tipo de ação”, afirmou.

O deputado estadual, que não foi reeleito, afirmou que recebeu relatos de novas ameaças feitas para a campanha de 2º turno. “Já saiu hoje, e mandaram pra mim em visualização única, de um grupo do Pecém, que campanha lá só com ordem deles”, relata.

Lucílvio Girão (PSB), que também não deve retornar para a próxima legislatura, falou sobre pedidos de “pedágio” feitos à equipe dele durante a campanha eleitoral.

“As facções fazem pedágio, como fez pedágio para o meu pessoal, cobrando, e eu não sou homem para dar dinheiro para facção nenhuma. Eu entrei aqui pela porta da frente e vou sair pela porta da frente, isso é um absurdo”, disse.

 

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