Mais uma decisão absurda por parte da polícia federal, em meio a revelações que imputam contra Lulinha e que já foram mostrados estarem presentes no celular da lobista e sócia de Lulinha Roberta Luschinger, a corporação decide deixar a convocação do filho do presidente para depois das eleições, a desculpa oficial é que ainda há muitos dados para serem analisados e o filho do presidente terá que se deslocar da Espanha, onde mora, para o Brasil.

A verdade que a Gazeta do Povo apurou é que o calendário de investigações  sofre influência política do governo e do diretor geral da PF Andrei Rodrigues, pois o depoimento pode criar um possível fato político e tirar votos de Lula nas eleições.

A manobra ocorre em um momento de desgaste interno na PF, onde parte dos policiais quer acelerar as investigações enquanto outra ala tenta blindar o governo de desgaste.

Quase dez meses desde que a Polícia Federal apreendeu o celular da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a perícia do aparelho está longe de esgotada. A reportagem apurou que o material recuperado “tem muito a revelar” sobre a rede de acesso e influência que ela teria construído com integrantes do governo federal.

Em paralelo, o governo vem tentando tirar o foco de Lulinha na reta final do primeiro turno, segundo analistas. Lula primeiro criou polêmica com a proibição das Bets, as casas de aposta on-line, que ele mesmo havia regulamentado.

Depois reforçou a notícia falsa lançada por ativistas pró-Lula e por uma jornalista da GloboNews de que Flávio Bolsonaro (PL) retiraria o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A Rede Globo se retratou após a divulgação das fake news.

Quanto ao caso Lulinha e Roberta, fontes a par das apurações dizem que os inquéritos podem ganhar ritmo mais acelerado somente após o fim do mês, após o segundo turno.

A quebra de sigilo do celular produziu um volume de mensagens capazes de reconstituir parte de uma suposta rede de acesso ao governo, mas o material extraído e documentos apreendidos ainda dependem de muitos cruzamentos e checagens. Mas a PF teria capacidade técnica para acelerar o ritmo das apurações, se o caso fosse prioridade.

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