O perito legista Júlio Torres, chefe da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), garantiu que a morte de Isabelle Caracristi, 22, aconteceu por “precipitação voluntária” e que câmeras de monitoramento do condomínio La Piazza corroboram o fato. As informações foram compartilhadas em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23), no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Fortaleza.

Durante a coletiva que ele disse que a câmera que captou a queda do corpo foi a do hall da piscina do edifício, e também no terraço de onde Isabelle pulou não haviam grades de proteção.

O perito-geral também afirmou que a perícia compareceu ao local da ocorrência, na Aldeota, entrou no apartamento em que a vítima morava com o namorado, com a sogra e com o cunhado, e fotografou a identificação dela. Além disso, destacou que foram produzidos ao menos 11 laudos em dez dias sobre o caso, que foram calculados a velocidade e o tempo da queda e que foi descartada uma possível gravidez de Isabelle.

Presente à coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil do Ceará (PCCE), Márcio Gutiérrez, garantiu que os trabalhos investigativos permanecem para apurar um possível envolvimento do namorado de Isabelle, João Munhoz Neto, nos crimes de induzir, instigar ou auxiliar o suicídio; de violência psicológica no âmbito da violência doméstica, e de obstrução de Justiça.

Nesta quarta, pouco antes da coletiva da Polícia Civil, a Justiça cearense decidiu manter a prisão preventiva do bacharel em Direito João Munhoz. Ele foi preso na manhã dessa terça (22).

Até a noite de terça, oito pessoas haviam prestado depoimento sobre o caso da morte de Isabelle Caracristi. Novos depoimentos estão marcados para os próximos dias. Além disso, celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras de segurança ainda estão sendo analisados, bem como diversas outras diligências estão sendo efetuadas.

O caso é investigado pelo Grupo Especial de Investigação (GEI), composto por equipes da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e é realizada sob a perspectiva de gênero.

Fonte: DN

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