A Polícia Civil do Ceará (PCCE) prendeu nesta terça-feira (22) o bacharel em Direito João Munhoz Neto, namorado da estudante Isabelle Caracristi. A universitária foi encontrada morta no último dia 13 de setembro, em um edifício residencial localizado no bairro Aldeota, em Fortaleza.
A editoria de Segurança do Diário do Nordeste apurou que um das motivações para o pedido de prisão preventiva é tentativa de obstrução de Justiça.
Segundo apuração feita em documentos exclusivos, João Munhoz Neto deu ordem ao administrador do condomínio para que se a família de Isabelle fosse ao prédio, não os deixassem entrar.
Uma hora antes de morrer, Isabelle mandou áudios para um parente, afirmando que o que viesse a acontecer com ela era culpa do namorado.
Ainda no dia da morte da estudante de Direito, quando João retornou ao prédio, segundo um colaborador, ele pediu que o zelador o ajudasse a encontrar o celular da namorada. Lixeiras das áreas em comum foram reviradas.
Mandados de busca e apreensão para recolher os celulares de João e da mãe dele, esta localizada no Cumbuco no último domingo, foram cumpridos.
Namorado é investigado
Munhoz Neto é investigado por “supressão, ocultação ou destruição de provas, especialmente em razão da notícia de desocupação do imóvel, retirada dos objetos e da dificuldade a localização dos investigados”, além de possível induzimento ao suicídio.
A reportagem entrou em contato com a defesa de João, que disse que ele prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na noite dessa segunda-feira (21) e entregou o celular aos investigadores.
Como já dito anteriormente em primeira mão pela reportagem, João Munhoz não estava no prédio quando ocorreu a morte de Isabelle, após ela cair do 23º andar, onde está localizado o terraço do edifício. A informação é que ele saiu do edifício cerca de duas horas antes, dizendo que iria à missa. Os demais parentes dele também não estavam no local.
Fonte: DN






