O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) adquiriu 179 veículos Toyota Corolla Cross XRX Hybrid 2026 por R$ 38,4 milhões, com cada unidade custando R$ 215 mil, em meio a acusações de corrupção feitas pelo juiz afastado Milton Lívio Lemos Salles. Ele criticou a compra em um vídeo, mas o TJ-MG defendeu a aquisição como necessária para melhorar o transporte dos desembargadores e atender diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre redução de emissões.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) gastou R$ 38,4 milhões para adquirir 179 veículos Toyota Corolla Cross XRX Hybrid 2026 para sua frota de desembargadores, de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo. Cada unidade custou R$ 215 mil. A compra ocorre em meio a acusações do juiz Milton Lívio Lemos Salles, afastado da Corte depois de ser flagrado bebendo vinho e fumando durante uma audiência virtual na última segunda-feira, 10.

Em vídeo publicado na última terça-feira, 11, Salles criticou a aquisição dos veículos. Ele afirmou que a compra “é uma vergonha” e acusou quatro colegas de corrupção, citando seus nomes. O desembargador também declarou ser alvo de difamação. O TJ-MG rechaçou as acusações e classificou as falas como “genéricas e dissociadas de elementos mínimos de provas”.

A justificativa técnica do TJ-MG

Os técnicos afirmam, no estudo que embasou a compra, que a aquisição atende “às constantes necessidades de deslocamentos dos desembargadores em suas atividades diárias, proporcionando melhores condições de transporte, conforto e segurança”. A equipe justificou a troca de sedãs por SUVs apontando a “tendência atual do mercado automotivo” e fatores como “percepção de segurança, espaço interno e recursos tecnológicos”.

O tribunal alega que a renovação da frota seguiu uma análise técnica prévia. O processo considerou o desgaste dos veículos rodando há mais de cinco anos. Além disso, a medida atende às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As normas do CNJ estabelecem a redução das emissões de carbono até 2030.

O setor de Gerência de Contratos e Convênios do TJ-MG se pronunciou sobre o caso. O órgão afirmou que o valor unitário de referência ficou em R$ 229.427,33. Segundo o setor, a quantia é inferior ao teto estabelecido no edital.

Regras de uso dos carros

O tribunal atribui os veículos à Resolução 83 do CNJ e os classifica como “veículos automotores de representação e institucionais”. A norma destina os carros de representação exclusivamente ao presidente e ao corregedor, enquanto reserva os institucionais aos desembargadores.

As regras restringem o uso do veículo ao desempenho da função pública e proíbem a utilização em fins de semana, feriados e para fins particulares.

O Corolla Cross XRX Hybrid 2026 é a versão topo de linha eletrificada do SUV. Combina motor 1.8 flex com motores elétricos (122 cv combinados), teto solar, painel digital de 12,3 polegadas e pacote de segurança Toyota Safety Sense.

 

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