Ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro – mais conhecido como Marcola – pediu para deixar a campanha do chefe do Executivo à reeleição. De acordo com fontes ouvidas pela CNN Brasil, o objetivo é preservar a imagem do petista e de sua campanha, em meio às revelações de que o auxiliar recebeu dinheiro por parte da lobista Roberta Luchsinger.

Ainda não há confirmação, entretanto, de que o ex-assessor de fato tenha deixado a equipe que coordena os trabalhos pela reeleição do presidente.

Marcola reconheceu ter recebido recursos financeiros da empresária Roberta Luchsinger, mas argumentou que a operação consistiu apenas em um empréstimo pessoal que já foi totalmente quitado.

Luchsinger é amiga do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ambos são investigados pela PF (Polícia Federal) por suspeita de envolvimento na fraude do INSS.

A revelação dos repasses recebidos por Marcola coincide com o seu desligamento do cargo no Palácio do Planalto, ocorrido no dia 21 de julho. Embora a versão oficial indique que a saída teve como objetivo sua incorporação à equipe da campanha de reeleição, bastidores políticos apontam que o afastamento foi uma medida para mitigar impactos e proteger o núcleo do Executivo diante da descoberta das transações.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, no entorno de Lula, há pessoas que consideram manter Marcola na campanha um “desgaste desnecessário” e defende que o ex-assessor deixe a equipe sob a justificativa de que focará em sua defesa. Há outros, porém, que consideram não haver razões suficientes para afastá-lo da campanha.

– É prematuro, injusto, cruel e, inclusive, desonesto fazer qualquer julgamento sem ter informações a respeito. Ele vai ter a oportunidade de se explicar e vai exercer com responsabilidade e serenidade o seu direito a defesa – disse Marco Aurélio Carvalho, que é advogado de Lulinha.

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