Segundo a campanha, o volume de impulsionamentos é inédito. Os advogados do PL afirmam ter identificado anúncios pagos em diferentes moedas, como reais, dólares e pesos colombianos.
“A campanha, por acidente, em fevereiro, quando estava acompanhando, nos anunciantes, quem contrata impulsionamento na plataforma Meta, ela por acaso detectou que alguns perfis muito pequenos, então perfis recém-criados, com 30, 40 seguidores, então um perfil que não tem importância, um porte relevante, estavam fazendo contratações de 200 mil reais. Muito atípico. Isso nos levantou um sinal de alerta”, disse Maria Claudia Bucchianeri, em entrevista à imprensa em 20 de julho.
Segundo a ação, a estrutura funcionava como uma espécie de “milícia digital”, formada por perfis “fantasmas”. De acordo com o partido, essas contas eram temporárias, tinham pouca audiência orgânica e eram utilizadas principalmente para impulsionar anúncios.
Um levantamento apresentado pelo PL identificou 51 páginas com essas características. Juntas, ainda segundo a legenda, elas teriam publicado 4.607 anúncios patrocinados entre março e o fim de junho, que somaram cerca de 250 milhões de visualizações.