O governo Lula manteve silêncio imediato após a declaração do ditador nicaraguense Daniel Ortega. Durante as comemorações da Revolução Sandinista, o líder nicaraguense anunciou o fim definitivo das eleições no país, afirmando que não permitirá que a oposição tome o poder pelo voto. O atual presidente brasileiro é aliado histórico do dono do poder do país da América Central.
A postura do governo Lula frente à Nicarágua tem sido alvo de desgaste e críticas. Embora Lula tenha sido um aliado histórico de Ortega, ele passou a defender publicamente a “alternância de poder” e a criticar o tom do regime, o que levou a um afastamento entre os dois nos últimos anos. Contudo, o governo brasileiro também optou por não endossar resoluções internacionais duras contra as violações de direitos humanos na Nicarágua em fóruns como a ONU.
Atualmente, as relações diplomáticas entre o Brasil e a Nicarágua estão formalmente congeladas. Em agosto de 2024, após o regime de Ortega expulsar o embaixador brasileiro, o governo brasileiro aplicou o princípio de reciprocidade e também expulsou a embaixadora nicaraguense, deixando os dois países sem embaixadores residentes







