O heliponto do Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, segue desativado após sete anos de interdição e ainda não tem previsão para voltar a operar. O superintendente da unidade, João Gilberto Gomes Macedo, afirmou que a recuperação da estrutura deve exigir um investimento de aproximadamente R$ 15 milhões.

Segundo o gestor, o hospital contratou uma equipe de engenheiros especializados para realizar um levantamento técnico das condições do equipamento e definir as intervenções necessárias para sua recuperação. Apesar das articulações em busca de recursos, as obras ainda não foram iniciadas.

“O heliponto não está funcionando. A gente mora numa área marítima, tem muito processo de corrosão e tem um problema com as asas de gaivota”, afirmou.

De acordo com Macedo, a intervenção exigirá a demolição de parte da estrutura atual e a correção dos danos provocados pela corrosão ao longo dos anos. “É praticamente fazer outro. A gente tem que demolir uma estrutura chamada asa de gaivota e retirar todo o processo de corrosão”, disse.

O superintendente informou ainda que o projeto já foi apresentado a representantes das esferas municipal, estadual e federal em busca de recursos para viabilizar a obra. Segundo ele, houve sinalização positiva do prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, do governador Elmano de Freitas e do senador Cid Gomes.

Apesar disso, Macedo evitou estabelecer um prazo para a reabertura do equipamento.

“ Ainda não consigo dizer uma data. Eu acredito que palavra é para ser cumprida e não vou dizer uma data precisa para depois não conseguir entregar a obra”, declarou.

Enquanto o heliponto permanece fora de operação, pacientes transportados por aeronaves da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer) continuam desembarcando em outra base da Capital e são encaminhados ao IJF por ambulâncias de suporte avançado.

Inaugurado em outubro de 2013, após investimento de R$ 3,9 milhões, o heliponto foi projetado para agilizar o transporte de pacientes em estado grave e de órgãos destinados a transplantes. Desde a interdição, ocorrida em 2019, os desembarques passaram a ser realizados em outras bases da Capital, exigindo deslocamento complementar por ambulância até o hospital, referência estadual em trauma e urgência de alta complexidade.

Fonte: O Povo

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