O presidente do União Progressista Capitão Wagner  divulgou um manifesto criticando a postura do governador Elmano de Freitas (PT). No texto ele aborda as razões que levaram Elmano a demonstrar irritação com o jornalista João Mota, do Grupo O Otimista.

“Quando a imprensa perguntou, o governador perdeu a paciência. Se irritou. Tratou o questionamento como se fosse ataque. E esse é o ponto mais grave. Jornalista não está ali para agradar governo. Não está ali para bater palma. Está ali para perguntar. Para fiscalizar. Para levar ao cidadão aquilo que o poder público muitas vezes prefere não explicar. Quando um governador se incomoda mais com a pergunta do que com o fato de um foragido seguir solto há tanto tempo, alguma coisa está profundamente errada. O problema de Elmano não é com a imprensa. É com a verdade. Porque pergunta difícil não é desrespeito. Desrespeito é o povo do Ceará não ter resposta. Desrespeito é um caso dessa gravidade se arrastar por tanto tempo sem explicação clara à população. Desrespeito é o governante querer escolher apenas pergunta confortável”, publicou o presidente do União Brasil Ceará. 

O episódio aconteceu quando o repórter questionou o governador sobre o caso envolvendo Bebeto do Choró, alvo de um mandado de prisão preventiva e sob investigaçãda Polícia Federal. Em resposta, Elmano interrompeu seu trajeto e declarou: “Não lhe respeito!”, deixando o local sem dar explicações.

“O Ceará vive uma crise grave. Facções avançam, comunidades são dominadas, famílias vivem com medo, criminosos desafiam o poder público e, agora, até uma pergunta sobre um foragido parece incomodar mais do que a própria fuga. Isso diz muito sobre o momento que estamos vivendo. Quando falta resultado, sobra irritação. Quando falta resposta, sobra arrogância. E quando o governo não aguenta ser confrontado, quem perde é o povo. A imprensa tem o direito de perguntar. O cidadão tem o direito de saber. E o governador tem o dever de responder.  Então, Elmano, a pergunta continua de pé: Governador Elmano, quando Bebeto do Choró será preso?”, afirma Wagner na carta.

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