Segundo contagem do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), órgão responsável pela apuração, Fujimori aparece neste momento com 50,002% dos votos, contra 49,998% de Sánchez, com mais de 98% das atas eleitorais contabilizadas. A diferença entre os dois candidatos neste momento é de menos de mil votos, em uma das disputas mais apertadas da história recente do país. A candidata de direita lidera no voto no exterior, com 63,4% dos votos.
Juntos por el Perú apresentou pedidos de nulidade que atingem centenas de colégios eleitorais de votação no exterior, incluindo 647 colégios instalados nos Estados Unidos. O partido acusa supostas irregularidades nestes locais, como intervenção indevida de funcionários da chancelaria peruana e orientação de eleitores em favor de Fujimori.
Nos Estados Unidos, Fujimori teve ampla vantagem sobre Sánchez. Segundo os dados oficiais da apuração, a candidata do partido Fuerza Popular recebeu 44.440 votos no país, o equivalente a 76,559%, enquanto Sánchez obteve 13.607 votos, ou 23,441%.
O partido de Sánchez também pediu a anulação de mais de 1.700 atas de votação no Peru. Conforme o recurso apresentado ao Jurado Nacional de Eleições (JNE), a legenda de esquerda afirma ter identificado padrões de votação que considera “estatisticamente impossíveis” e que indicariam suposta adulteração das atas.
A campanha de Fujimori rejeitou as acusações. Segundo Luis Dyer, chefe de fiscais do Fuerza Popular, os pedidos de nulidade não têm fundamento legal e atingem atas assinadas por representantes do próprio Juntos por el Perú. Ele afirmou que o processo eleitoral foi limpo e que a equipe jurídica do partido está preparada para responder aos recursos.
Após a virada sobre Sánchez, Keiko Fujimori adotou tom cauteloso. A candidata afirmou que será “prudente” e que aguardará o resultado final da apuração dos votos antes de se pronunciar sobre o processo eleitoral. Ela também disse que Sánchez tem direito de apresentar pedidos de nulidade, embora tenha afirmado não ver motivo para isso.
Enquanto liderava a apuração, Sánchez disse que aceitaria os resultados da eleição, mas, após sofrer virada na contagem dos votos, passou a falar em supostas “manobras” para alterar “a vontade democrática”.
A eleição no Peru ainda não tem resultado definitivo. Parte das atas estão neste momento em análise dos órgãos eleitorais, e a definição oficial do novo presidente do país pode depender da revisão desses documentos.





