O prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos), decidiu não decretar ponto facultativo nesta sexta-feira, 5, após o feriado nacional de Corpus Christi, celebrado na última quinta-feira, 4. Com isso, os servidores municipais devem retomar normalmente as atividades nos órgãos da administração pública do Município.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor justificou a decisão afirmando que atendeu a pedidos da população que utiliza os serviços públicos municipais.

Segundo ele, a suspensão do expediente em uma sexta-feira útil poderia gerar transtornos para famílias e para usuários da rede pública de saúde.

“Estou atendendo ao pedido de muitas pessoas que fazem uso do serviço público”, afirmou.

Entre os argumentos apresentados, Glêdson citou dificuldades enfrentadas por pais e mães que trabalham normalmente e dependem do funcionamento de equipamentos públicos, além do impacto sobre consultas, exames e procedimentos médicos já agendados.

De acordo com o prefeito, o cancelamento de atendimentos em razão de um ponto facultativo costuma provocar remarcações e aumento da demanda em outras datas. Ele também destacou a necessidade de manter a regularidade dos serviços municipais ao longo do ano.

“Temos muitos eventos e vários feriados que vão cair na terça ou na quinta-feira. Acaba prejudicando o andamento de serviços essenciais do Município se a gente der o chamado feriado imprensado”, declarou.

Glêdson ainda mencionou a realização da Copa do Mundo deste ano e a possibilidade de futuros pontos facultativos relacionados aos jogos da Seleção Brasileira, caso a equipe avance na competição.

Governo do Ceará liberou servidores estaduais

A decisão adotada em Juazeiro do Norte difere da medida tomada pelo Governo do Ceará.

O governador Elmano de Freitas (PT) decretou ponto facultativo para os servidores estaduais nesta sexta-feira, 5, nos órgãos e entidades da administração pública estadual.

Ao anunciar a medida, o chefe do Executivo estadual destacou a importância das celebrações de Corpus Christi para a fé cristã.

O decreto que oficializou a decisão garantiu o funcionamento dos serviços considerados essenciais, como saúde, segurança pública e abastecimento de água.

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