A diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Município de Fortaleza (Sindiute), Gardênia Baima, denunciou a implementação da escala 6×1 nas escolas municipais de Fortaleza. Segundo a dirigente, a medida foi adotada pela gestão de um ex-secretário e atual deputado federal, contrariando o movimento nacional que busca a extinção dessa jornada de trabalho.
A representante sindical afirma que as críticas à entidade são uma tentativa de silenciar denúncias sobre a infraestrutura escolar. “O sindicato é um empecilho, é a pedra no sapato desses que querem desconstruir as conquistas da categoria no município de Fortaleza”, declarou. Entre os problemas citados estão a superlotação de salas, a falta de suporte para inclusão e o atraso salarial de até dois meses para trabalhadores.
Gardênia também vinculou a atual administração ao decréscimo na qualidade do ensino. “Eles foram os responsáveis para que a avaliação da educação municipal decrescesse; era a melhor do país e hoje não é mais”, pontuou. Além disso, o sindicato alerta para a falta de transparência no pagamento dos precatórios dos professores, o que classifica como um possível “novo golpe” contra a categoria.
O Sindiute informou que acionará o Ministério Público e a Câmara Municipal para fiscalizar as irregularidades. “Nós vamos responder a isso continuando a mostrar o real retrato das escolas municipais no município de Fortaleza, porque essa é a vocação do sindicato”, concluiu a diretora.







