O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta terça-feira (28), os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) relativos a abril de 2026. Na Região Metropolitana de Fortaleza, a prévia da inflação oficial registrou uma variação de 0,83%. O número indica uma aceleração em relação ao mês de março, quando o índice foi de 0,60%, embora tenha permanecido ligeiramente abaixo da média nacional de 0,89%.
A pressão inflacionária na capital cearense foi puxada, principalmente, pelo grupo de Transportes, que apresentou alta de 1,94%, superando o patamar médio do país. Outros setores que contribuíram para o avanço foram Saúde e Cuidados Pessoais (1,21%) e Alimentação e Bebidas (0,85%). No segmento alimentício, o preço dos pescados saltou 7,34% em Fortaleza, valor significativamente maior que os 2,24% registrados no Brasil. O maior impacto individual, no entanto, veio de Tubérculos, Raízes e Legumes, com uma escalada de 15,41%.
Em sentido oposto, Fortaleza apresentou comportamentos atípicos em relação à tendência nacional em itens específicos. O segmento de Hortaliças e Verduras registrou queda de -2,66%, enquanto no restante do país o item subiu 3,18%. No setor de mobilidade, embora os combustíveis tenham encarecido 6,85%, o item ônibus urbano teve deflação de -0,19%, movimento atribuído às políticas de gratuidades e reduções de tarifas aplicadas aos domingos na região.
No balanço acumulado, a inflação em Fortaleza supera os índices nacionais em ambas as bases de comparação. No acumulado de 2026, a cidade registra alta de 2,69%, frente aos 2,39% do Brasil. Já nos últimos 12 meses, o IPCA-15 na Região Metropolitana de Fortaleza atinge 4,99%, enquanto a média do país para o mesmo período é de 4,37%.








