Desde a aprovação da Lei nº 19.128, em 19 de dezembro de 2024, que instituiu o cargo de Oficial Investigador de Polícia na Polícia Civil do Estado do Ceará, resultado da fusão das funções de inspetor e escrivão, os policiais civis aguardam o cumprimento da compensação financeira prometida pelo governador Elmano de Freitas. No entanto, passados meses da implementação da medida, a contrapartida ainda não foi efetivada.
O vereador de Fortaleza Julierme Sena, que também integra a direção do Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará, criticou duramente a situação. Segundo ele, a categoria foi prejudicada com a mudança. “O governador traiu a categoria. Com a fusão dos cargos, os profissionais passaram a exercer duas funções, acumulando responsabilidades, mas continuam recebendo como se desempenhassem apenas uma. Isso é uma covardia e uma falta de respeito”, afirmou.
Nos últimos dias, o tema ganhou força nas redes sociais e entre os próprios policiais civis, especialmente após o prazo esperado para a implementação da compensação ter sido ultrapassado. A insatisfação cresce na mesma medida em que aumenta a desconfiança quanto ao cumprimento da promessa por parte do governo estadual. Ainda de acordo com o parlamentar, a questão vai além do aspecto financeiro.

“Esses profissionais enfrentam o crime organizado diariamente e não recebem o reconhecimento devido. Não se trata apenas de remuneração, mas de valorização. Enquanto isso, faltam investimentos básicos como armamento adequado, manutenção de delegacias e melhores condições de trabalho. O auxílio-alimentação, por exemplo, está entre os mais baixos do Nordeste. O descaso é evidente. O governador precisa cumprir sua palavra”, reforçou.
A categoria segue aguardando um posicionamento oficial do Governo do Estado sobre a compensação financeira.





