O governo do Irã iniciou uma campanha nacional para recrutar crianças a partir de 12 anos para atuar em tarefas ligadas à guerra contra Estados Unidos e Israel. Postos de inscrição foram montados em mesquitas e praças da capital Teerã para registrar menores interessados em participar de patrulhas, vigilância e apoio logístico.

De acordo com o The Telegraph, o plano foi anunciado pelo Islamic Revolutionary Guard Corps (IRGC). A campanha prevê que crianças e adolescentes atuem em tarefas como vigilância, inspeção de postos de controle e patrulhamento em áreas consideradas estratégicas.

A campanha chamada Defenders of the Homeland Iran foi anunciada por Rahim Nadali, integrante do setor cultural do corpo Mohammad Rasoulollah do IRGC em Teerã.

O programa prevê várias formas de participação. Entre elas estão funções operacionais de patrulha e vigilância, além de atividades de apoio, como transporte de suprimentos, preparo de alimentos e distribuição de itens para combatentes.

Especialistas afirmam que o recrutamento de menores viola normas internacionais. O Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional classifica como crime de guerra o uso ou recrutamento de crianças com menos de 15 anos em forças armadas ou em hostilidades.

Poucos dias após o início da mobilização, um menino de 11 anos morreu em um ataque de drone em um posto militar na capital iraniana. A vítima foi identificada como Alireza Jafari, que estava no local ajudando o pai em um ponto de controle na rodovia Artesh.

A organização Basij Teachers Organisation confirmou a morte do garoto e informou que ele estava realizando tarefas de segurança no momento do ataque. O caso levantou questionamentos sobre o uso de menores em operações ligadas ao conflito.

A mãe do menino disse ao jornal estatal Hamshahri que o marido levou o filho para o trabalho por causa da falta de pessoal. Segundo ela, o menino deveria estar frequentando a escola, onde cursaria o equivalente ao quinto ano.

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