Mais da metade dos postos de saúde de Fortaleza está sem estoque de Tamiflu, medicamento utilizado para combater os sintomas das Influenzas A e B. Segundo o aplicativo Mais Saúde Fortaleza, que fornece informações sobre o estoque de medicamentos nos postos da cidade, apenas 54 dos 134 postos da Cidade possuíam o medicamento nessa sexta-feira, 27.

A ausência do remédio ocorre logo após os atendimentos por síndromes gripais crescerem 46% na Capital.

A secretária-adjunta de Saúde do município, Aline Gouveia, afirmou ao O POVO que, nos últimos dias, tiveram um “alto consumo, um volume mais alto de prescrição do Tamiflu”.

“Recebemos um estoque extra do Estado ontem e hoje nós estamos fazendo a redistribuição nas unidades que porventura terminaram o seu estoque”, disse Gouveia.

Um dos afetados por essa ausência do medicamento foi o neto de Maria [nome fictício]. Com apenas nove meses de idade, o bebê precisou da medicação devido a sintomas gripais.

Os responsáveis procuraram o remédio em três postos diferentes, mas não encontraram.

“No primeiro dia, ele [pai da criança] foi a dois postos. Depois pedi para ele ir a um outro posto, o Roberto Bruno, que disseram que tinha. Ele foi e disseram que não tinha. Quando ele estava dirigindo para ir ao Hospital São José, que faz essa disponibilização, resolveu passar de novo no Luís Costa, que tinha sido o primeiro posto que ele foi. Nessa segunda vez, disseram que tinha”, conta a avó.

O POVO visitou quatro unidades durante essa sexta-feira, sendo elas os postos Paulo Marcelo, no Centro, Irmã Hercília Aragão, no Tauape, Roberto da Silva Bruno, no Bairro de Fátima e Maria José Turbay Barreira, no Vila União.

Em todas obteve a mesma resposta: o medicamento está em falta no momento e deve ser procurado em outros postos de saúde.

Segundo relatos de funcionários das unidades de saúde, a falta do medicamento tem atingido boa parte da rede devido à alta procura no período pós-carnaval.

Pacientes dos postos entrevistados pelo O POVO afirmam que a ausência de medicamentos nas unidades não é comum, ressaltando o desgaste causado pela alta procura após o carnaval.

“Algumas vezes falta, mas é difícil. Geralmente tem. Os que eu tomo, de pressão e a bombinha, nunca faltaram”, conta Maria do Carmo, 71, moradora do bairro Vila União e usuária do posto Turbay Barreira.

Fonte: O Povo

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