O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi avaliado novamente nesta noite de 3ª feira (6.jan.2026) pelo seu médico, o cardiologista clínico Brasil Caiado. Segundo o profissional, Bolsonaro apresenta apatia e lentidão nas respostas, em razão da queda sofrida nesta madrugada dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
Caiado confirmou que aguarda autorização para transferi-lo a um hospital onde serão realizados exames complementares para um diagnóstico preciso. A equipe da superintendência detectou o incidente por volta das 8h, embora haja indícios de que a queda de Bolsonaro tenha ocorrido aproximadamente às 5h.
O médico de plantão, que examinou o ex-presidente às 8h, identificou possível traumatismo craniano, lesão no dedo e suspeita de crise convulsiva. Brasil Caiado chegou ao local às 10h30 para uma avaliação mais detalhada. Entre os sintomas observados estão contusão, vermelhidão, tontura e leve queda na pálpebra esquerda.
A família do ex-presidente está mobilizada para dar apoio durante o tratamento. A mulher Michelle Bolsonaro (PL) e o filho Carlos Bolsonaro (PL), vereador do Rio, passaram o dia na PF.
Segundo o médico, o ex-presidente está em jejum desde as 7h como precaução para a realização de exames. A equipe médica solicitou ressonância magnética, tomografia do crânio e eletroencefalograma para determinar a origem do problema e definir o tratamento adequado.
“Quando nós temos um sintoma ou um sinal que nós chamamos de inespecífico, muitas doenças podem ser causadoras do mesmo problema”, disse Brasil Caiado em conversa com jornalistas.
Segundo Caiado, houve atraso na autorização para a realização dos exames complementares, pois o caso não teria sido tratado com urgência.
“Estamos um pouco apreensivos, mas limitados. A partir do momento que for liberado, a qualquer momento, imediatamente, nós vamos levar para o hospital”, afirmou o cardiologista. Caiado afirmou que o hospital já foi notificado e está preparado para receber Bolsonaro assim que houver liberação para a transferência.






