A reorganização praticada pelo governo Elmano de Freitas (PT) tem preocupado cidadãos no interior do Ceará, nas cidades de Farias Brito e Alto Santo, professores, estudantes e comunidades locais, que denunciam perda de vagas, ausência de diálogo e impactos sociais não considerados na transição para o modelo de escola integral.
O professor de História Mário José Braga Cruz classifica a medida como unilateral e prejudicial ao funcionamento da unidade. “Foi uma decisão que não passou pelo conselho da escola, não passou pelos professores, pelos estudantes nem pela comunidade escolar”, afirmou.
No município de Farias Brito, a 412,6 quilômetros de Fortaleza, a Escola de Ensino Médio Getúlio Vargas — considerada um patrimônio cultural da cidade e prestes a completar 79 anos de funcionamento — vive um processo de encerramento progressivo das atividades desde 2023.
Segundo a professora da unidade, Iris Alcântara, a 19º Coordenadoria Regional de Desenvolvimento da Educação (Crede 19), órgão da Seduc que gerencia as escolas estaduais, impediu a abertura de turmas de primeiro ano, fazendo com que cerca de 150 pré-matrículas de alunos deixassem de optar pelo ensino regular.








