O ator Fábio Porchat utilizou as dependências da embaixada do Brasil em Roma para fazer um vídeo em que ironiza a direita após a repercussão do comercial da campanha de fim de ano da Havaianas, protagonizada pela atriz Fernanda Torres, que gerou uma série de publicações de políticos de direita criticando a marca de sandálias. O que chamou a atenção não foi nem o vídeo em si, mas ele ter sido gravado em um espaço público, questionando a moralidade da situação.

Na esquete, Porchat diz a atriz que “cancelou o contato com a Havaianas e já engatilhou o contato com a Havan”, empresa de Luciano Hang, que é ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL),

“Fernandinha, sua doida, eles tão achando que são a Enel, eles querem acabar com a tua luz”, diz o personagem Mauro César, interpretado por Porchat, em tom de crítica a empresa de fornecimento de energia elétrica.

Nas redes sociais, o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição na Casa, afirmou que irá pedir à chancelaria brasileira esclarecimento forma, além da apuração de responsabilidade. O parlamentar também criticou o uso do espaço diplomático brasileiro para “humor político”, afirmando que a ação configura “uso indevido do Estado”.

“Instalações governamentais não servem para militância, nem para proteger aliados”, escreveu.

Em nota, o Itamaraty afirmou que Porchat é “convidado pessoal” do embaixador Renato Mosca de Souza para a celebração da noite de Natal.

Além de dizer que durante sua estada na residência, o artista gravou e publicou vídeo sem conhecimento e autorização do diplomata.

Ainda segundo o Ministério das Relações Exteriores, a estada de Porchat “não implicou gastos públicos, já que as despesas de convidados pessoais do embaixador são custeadas pelo próprio chefe da Missão Diplomática”.

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