A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) relataram ao Supremo Tribunal Federal (STF) um possível esquema de superfaturamento de obras que teria gerado prejuízos de mais de R$ 20 milhões aos cofres públicos. As irregularidades teriam sido praticadas em contratos de pavimentação firmados pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), que foram financiados por emendas parlamentares.

De acordo com as investigações, o grupo usou até fotos falsas para tentar “comprovar” a realização de obras. Os suspeitos utilizaram imagens de outros locais e até mídias manipuladas para simular que estavam executando os contratos.

A PF apura ainda se o grupo teria ligação com o deputado federal Robério Monteiro (PDT-CE). Isso porque um contrato assinado para beneficiar municípios na Bahia foi redirecionado para atender a duas cidades do Ceará comandadas por familiares do parlamentar.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que o proprietário de uma das empresas investigadas no esquema transferiu dinheiro a um irmão do deputado.

O esquema é investigado na Operação Fake Road (estrada falsa, em inglês) deflagrada nesta sexta-feira (28). A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF.

COMENTAR