O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou nesta 3ª feira (28.out.2025) que foram apreendidos ao menos 75 fuzis na megaoperação Contenção, que já deixou 64 mortos no Rio. O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais). O governador Cláudio Castro (PL), afirmou que a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “não vê segurança pública como prioridade”. Castro reafirmou a crítica que fez mais cedo em relação à falta de apoio do governo federal nas operações em locais de risco.

“É uma crítica recorrente que eu faço: entendo que essa gestão não vê segurança pública como prioridade. É uma crítica que eu faço recorrentemente e eu mantenho”, declarou. Segundo o governador, um dos pontos mais preocupantes é relacionado às fronteiras, por onde passam os fuzis.

Castro disse, na entrevista, que “não adianta o ministro ficar chateado porque [a segurança] não é prioridade deles, sobretudo a questão de fronteiras”. “Ano passado, o Rio apreendeu 732 fuzis – e o Rio de Janeiro não produz armas. Essas armas estão entrando pelas fronteiras federais. Não há, pelo que a gente tem visto, ações. Elogiei a PF por ter estourado fábrica de fuzis em SP. Mas, mais uma vez: esses fuzis entram pelas estradas federais”, declarou.

“Fico triste com nossos policiais que deram a própria vida para proteger a população. A princípio seriam 60 criminosos [mortos]. Na minha opinião, o policial é a grande vítima dessa operação. Bravamente, deram a vida para proteger a sociedade”, disse.

Segundo o governador, foram presos 81 criminosos na operação que foi planejada por 60 dias. “O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro acompanhou todo o planejamento, todas as regras da ADPF foram cumpridas”, afirmou, em relação à ADPF das Favelas, que tramitou no Supremo Tribunal Federal (STF) e trata das operações policiais em comunidades.

A ação mobiliza aproximadamente 2.500 agentes, para cumprir centenas de mandados de prisão e de busca e apreensão, e é considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, segundo o Geni/UFF (Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense). Além dos fuzis, foram apreendidos também uma pistola, 9 motos e ao menos 200 kg de drogas. Foram presas 81 pessoas.

A ação ocorreu ao longo de toda a madrugada e manhã. Moradores relataram intenso tiroteio, barricadas em chamas e ataques com drones que lançaram artefatos explosivos contra equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

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