A inflação oficial ganhou força e subiu para 0,48% em setembro, mostram dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da maior variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para o mês em quatro anos. A alta foi determinada pelo encarecimento das contas de luz, preços dos combustíveis e café.

O preço dos combustíveis para veículos também ficou mais caro no acumulado do ano. O grupo teve aumento de 12,56% no período, com destaque para as altas do etanol (17,58%), gasolina (9,71%) e gás veicular (7,66%). O óleo diesel ficou 0,66% mais caro.

O café moído, item quase indispensável no café da manhã dos brasileiros, exerceu o quarto maior impacto individual sobre o índice, com aumento de 38,3%.

Inflação de setembro foi a maior para o mês desde 2021 (1,16%). O avanço de 0,48% do índice oficial de preços aparece pouco abaixo das expectativas do mercado financeiro (+0,55%) e reverte a deflação de 0,11% registrada em agosto. No ano passado, o IPCA de setembro foi de 0,44%.

IPCA acumulado nos últimos 12 meses volta a ganhar ritmo. A inflação apurada no período entre outubro de 2024 e setembro deste ano subiu de 5,13% para 5,17%. No mesmo intervalo do ano passado, a alta do indicador era de 4,42%.

 

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