O Tribunal de Justiça do Estado do Ceará pode julgar, nas próximas semanas, o pedido de revogação do bloqueio de bens do ministro da Educação, Camilo Santana (PT). O caso sob julgamento se refere ao “Escândalo dos banheiros”, denunciado pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) ainda em 2011, antes do ministro ser eleito para o primeiro mandato como governador do Ceará.
À época, o MPCE entrou com ações pedindo a devolução de R$ 1,97 milhão pelos envolvidos no esquema. O valor era ao ressarcimento integral do dano, R$ 493 mil, mais multa civil no valor de duas vezes o dano, com correção monetária. Além de Camilo, foram citados no suposto esquema um ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, seu filho, ex-secretários das Cidades, presidentes de associações, agentes públicos e o então prefeito de Pacajus. No total, foram mais de 30 envolvidos, segundo o MPCE.
Camilo, ainda como secretário das Cidades, em 2011 negou envolvimento no esquema. Na época, Camilo afirmou ter detectado “indícios de irregularidades” no convênio com as associações culturais responsáveis pela construção dos banheiros. O ministro chegou a renovar, em janeiro de 2011, o prazo do contrato, prorrogando o convênio, mas negou ter liberado novos recursos. A renovação, disse Camilo em 2011, se deu para “resguardar e garantir que o objeto do convênio fosse totalmente executado e garantir que pessoas pobres recebessem um banheiro em suas casas”.






