O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes deu nesta 2ª feira (15) 24 horas para que a Polícia Penal do Distrito Federal explique por que não realizou transporte imediato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 70 anos, depois de liberação médica. A determinação se deu depois que Bolsonaro, ao deixar o Hospital DF Star, em Brasília, no domingo (14.set), esperou, por 5 minutos e 4 segundos e em silêncio, seu médico, Cláudio Birolini, falar à imprensa e a apoiadores sobre o quadro de saúde.

Bolsonaro não pode dar entrevistas. Depois do pronunciamento do médico, ele entrou no carro e foi embora. Passou 6 horas na unidade de saúde. Chegou ao hospital às 7h58, entrou no centro cirúrgico 10h30 e partiu às 14h. Removeu 8 lesões na pele.

– Oficie-se à Polícia Penal do Distrito Federal para que, no prazo de 24 horas, envie aos autos relatório circunstanciado sobre a escolta realizada, com informações do carro que transportou o custodiado, agentes que o acompanharam no quarto e o motivo de não ter sido realizado o transporte imediato logo após a liberação médica – decidiu.

Neste domingo (14), o ex-presidente, que está em prisão domiciliar, foi escoltado para realização de procedimento médico na pele, no Hospital DF Star, em Brasília. O deslocamento foi autorizado por Moraes, que determinou o retorno imediato da escolta após o atendimento médico.

O documento não indicou a suspeita de irregularidade que levou Moraes a tomar a decisão.

Ao deixar o hospital, Bolsonaro permaneceu parado, atrás de seu médico, que concedeu uma entrevista coletiva para explicar a realização do procedimento e atualizar a situação da saúde do ex-presidente.

Enquanto aguardava o término da entrevista, Bolsonaro foi ovacionado por apoiadores que o aguardavam na porta do hospital.

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