O presidente da Colômbia, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda), comparou, nesta 3ª feira (9.set.2025), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao ex-governante alemão Adolf Hitler. Em discurso durante inauguração de um novo centro de segurança para a Amazônia em Manaus, o político disse que ambos fizeram ataques a suprimentos de comida.

“Estamos diante de um genocídio igualzinho ao de Auschwitz. Idêntico. E há um Hitler por trás e há amigos e de Hitler[…] Eu me lembrava que os nazistas com seus submarinos bombardeavam barcos civis dos Estados Unidos que levavam comida aos povos famintos da Europa. Então, qual é a diferença do que está fazendo Netanyahu hoje com o que fazia Hitler?”, disse.

Petro também criticou os Estados Unidos e seu presidente, Donald Trump (Partido Republicano). Primeiramente, ele afirmou que a América do Sul teria o potencial de limpar a matriz energética norte-americana, mas “o senhor Trump gosta mais dos negócios que da vida”.

Na sequência, o colombiano citou o aumento da tensão entre os EUA e a Venezuela. Segundo ele, por enquanto há apenas ameaças, mas que nenhum país sul-americano pode permitir uma invasão ao país controlado por Nicolás Maduro.

“Os humanos falam e os inumanos jogam bombas e provocam genocídio. Devemos falar sobre a possível invasão à Venezuela. São ameaças por agora. Colômbia não vai emprestar o seu território para nenhuma invasão de um país vizinho e nenhum de seus homens”, declarou.

Petro afirmou saber que há um “problema político” na Venezuela e que, por isso, não reconheceu o resultado das últimas eleições do país. Ainda assim, argumentou que problemas internos devem ser resolvidos internamente, sem interferência externa. “Ninguém da América do Sul deveria apoiar essa invasão. Uma coisa é resolver um problema político e outra coisa é acabar com a nossa dignidade e soberania conquistada por tantas pessoas em cada país”, disse.

“Ninguém da América do Sul deveria apoiar essa invasão. Uma coisa é resolver um problema político e outra coisa é acabar com a nossa dignidade e soberania conquistada por tantas pessoas em cada país”, disse.

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