A esquerda chamou manifestações por todo o país no dia 07 de Setembro, através do Grito dos Excluídos, uma tradicional manifestação anual que a que esses grupos organizam, dessa vez as pautas foram um pouco diferente do usual no evento, focando na soberania nacional, mas o que se viu na ruas pelo país, foram eventos com poucas pessoas, ou com números reduzidos em comparação com as da direita. Lembrando que diversas figuras políticas como José Dirceu, Guilherme Boulos (PSOL), Linderbergh Farias (PT), entre outros fizeram chamamentos para os eventos.
Diversos manifestantes usaram camisas amarelas da seleção brasileira, mas alguns usavam coletes, bonés e bandeiras vermelhas para completar o visual. As camisetas da seleção são normalmente usadas em protestos da direita, mas a esquerda tentava retomar o símbolo, porém sempre combinado com o vermelho.
Alguns manifestantes também portavam bandeiras do Brasil e usavam bonés azuis com a frase “O Brasil é dos Brasileiros”, iguais aos usados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus ministros para confrontar Trump.
Estavam presentes representantes de centrais sindicais como a CUT e os partidos PT e PSTU.
O Grito dos Excluídos começou em 1995 como uma forma de se contrapor ao desfile militar do Dia da Independência. Neste domingo, a esquerda esperava conseguir mobilizar grandes multidões para se contrapor ao movimento liderado pela direita pela anistia aos presos de 8 de janeiro. O tema do evento da esquerda era: “A vida em primeiro lugar – Cuidar da Casa Comum e da democracia é luta de todo dia”.
Uma parte dos manifestantes preferiu ficar na sombra de marquises do prédio Conic a se juntar aos colegas sob o sol. Não havia deputados federais ou senadores, como ocorreu no ato da direita, mas ativistas se revezaram em discursos voltados principalmente para o lema “Sem Anistia” e defesa da soberania.





