Criminosos armados em dois veículos invadiram a sede de um provedor de internet na Barra do Ceará e roubaram todos os equipamentos. O caso aconteceu na madrugada deste sábado (30) e seguiu uma logística planejada. Conforme a reportagem apurou, o ato foi coordenado por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que já havia ameaçado o proprietário a fechar o estabelecimento. Ele seria um dos quatro provedores da região que não teria aceitado pagar “taxas” para poder operar no bairro. Por esse motivo, passou a ser alvo de ameaças e também não conseguia realizar manutenção em residências situadas em áreas controladas pelo CV. A invasão nesta madrugada foi o último e mais violento ato contra a empresa.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado do Ceará (SSPDS) informou, por nota, que a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) apura o caso, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). Segundo a Pasta, uma equipe da Polícia Militar do Ceará (PMCE) foi acionada para a ocorrência e mantém diligências na região. “A PCCE reforça a importância de a vítima comparecer, posteriormente, à unidade da Polícia Civil para prestar mais informações sobre o caso”.
Matéria publicada no último dia 21 de julho pelo Diário do Nordeste mostrou que a Polícia Civil do Ceará (PCCE) e o Ministério Público do Estado (MPCE) afunilaram investigações contra a aliança do CV com provedores de internet, no bairro Pirambu e adjacências.
Doze empresas do ramo foram interditadas e 37 pessoas são investigadas por integrar o esquema criminoso. As defesas dos empresários investigados negam a participação da organização criminosa.
Na mesma reportagem, o Ministério Público frisou que ataques a provedores de internet não constituem fenômeno recente. “Já há registros, desde 2019, da prática reiterada dessas condutas, sendo notório o caso ocorrido no bairro Pirambu, onde, em 2020, houve a exigência de pagamento da mesma taxa extorsiva de 30%”, explicou.
Fonte: DN




