Historicamente a região menos violenta de Fortaleza, a Área Integrada de Segurança (AIS) 1 registrou em julho passado o mês com o maior número de assassinatos desde novembro de 2017. Ao todo, foram 12 homicídios, conforme dados divulgados na última sexta-feira, 8, pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Na AIS 1, estão localizados os bairros: Aldeota, Cais do Porto, Meireles, Mucuripe, Praia de Iracema, Varjota e Vicente Pinzón. Neste último bairro, estourou uma guerra entre as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Guardiões do Estado (GDE), que puxou os indicadores de violência da AIS 1 para cima.

Levantamento do O POVO aponta que, dos 12 homicídios registrados na AIS 1 em julho, 10 ocorreram no Vicente Pinzón — os demais ocorreram nos bairros Cais do Porto e Aldeota. No mais recente episódio de violência no Vicente Pinzón, um policial militar foi baleado na perna por criminosos na madrugada de sexta.

Horas antes, na quinta-feira, 7, quatro pessoas, incluindo duas crianças, tinham sido atingidas por tiros na rua Novo Farol. Além disso, outros tiroteios e, até mesmo, expulsões de moradores foram registradas no bairro.

Conforme a SSPDS, em julho e nos oito primeiros dias de agosto, 62 pessoas foram presas no Vicente Pinzón. Entre os presos está uma dupla suspeita de balear o PM na madrugada de sexta. Além disso, houve a apreensão de 33 armas de fogo nesse mesmo período.

Apesar disso, o homem apontado como um dos pivôs desse conflito segue sendo procurado pelas Forças de Segurança do Estado. Ronald Pinto dos Santos, o “Bicho Feio”, era uma das lideranças da GDE no bairro, mas foi “decretado” pela facção e passou a integrar o CV.

Com ele, vários integrantes da GDE também “rasgaram a camisa”, gerando o conflito entre as duas facções pelo predomínio do Vicente Pinzón.

Fonte: O Povo

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