Crimes de roubo resultaram na morte de pelo menos 545 pessoas no Ceará, nos últimos 10 anos, conforme dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS). A vítima mais recente foi a engenheira de pesca Tâmara Patrícia Rema Andrade, de 63 anos, morta na “Casa do Papai Noel” (como era conhecida a residência da família dela), em Fortaleza, na última quinta-feira (7).

A estatística mostra que, nesse período, os anos de 2016 e 2017 registraram o pico de latrocínios: 88 casos, em cada ano. Já o ano de 2023 teve o menor número de crimes: 24 mortes (redução de 45,4% com relação ao ano de 2022). Em 2024, o índice voltou a subir, com variação de 70,8%.

A Secretaria da Segurança Pública ressaltou, em nota, que “como resultado do intenso trabalho contínuo realizado pelos agentes das Forças de Segurança, o Ceará registrou, de janeiro a junho deste ano, uma redução de 55,5% no número de latrocínios (roubos seguidos de mortes). Foram registrados 12 casos nos seis primeiros meses deste ano; já no mesmo período do ano passado foram 27 casos. Em Fortaleza, a redução dos roubos seguidos de morte foi de 64,3%; com cinco casos de janeiro a julho deste ano e 14 registros no mesmo período do ano passado” (confira a nota na íntegra abaixo).

No ano corrente, 12 pessoas foram mortas em roubos, em todo o Estado, entre janeiro e junho (primeiro semestre), segundo o Painel da Supesp. Outro latrocínio foi registrado em julho deste ano, no Município de Forquilha, no Interior do Ceará, conforme o Boletim Mensal da SSPDS (que ainda não teve os dados consolidados).

Com a morte de Tâmara Patrícia já neste mês de agosto, o número de latrocínios chega a 14, em 2025. A maioria das vítimas é homem (nove pessoas mortas) e tem entre 30 e 50 anos (oito vítimas). A Capital tem o maior número de ocorrências entre os municípios: seis crimes.

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