O cancelamento de vistos de oito ministros da Corte atingiu em cheio a ativa agenda acadêmica internacional do presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, antes do anúncio dos Estados Unidos, o ministro tinha convites já aceitos para falar nas universidades de Yale, Stanford e em Nova Iorque. Barroso mantém ainda uma ligação permanente com a Universidade de Harvard. É o mais afetado pela sanção ao Supremo.

Tirando Alexandre de Moraes, que foi citado no anúncio do cancelamento de vistos, nenhum ministro do Supremo tem confirmação oficial de que é alvo da sanção do governo Trump.

Embora os nomes não tenham sido divulgados oficialmente, fontes próximas confirmam que, além de Moraes, estão na lista:

  • Paulo Gonet, procurador-geral da República
  • Luís Roberto Barroso
  • Cristiano Zanin
  • Flávio Dino
  • Gilmar Mendes
  • Cármen Lúcia

Apenas três ministros do STF não figuram entre os sancionados: André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux.

Segundo fontes ligadas ao governo Trump, a medida foi uma resposta a supostos abusos do STF contra empresas e cidadãos norte-americanos, além de protesto contra a “perseguição política” ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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